Archive for the 'lutas' Category

MSTB: trancamento da BR-116 Norte

Por Ilani Silva | Foto de Ed Santos | Fonte Acorda Cidade  

5076-3Sem-tetos realizam manifestação e interditam BR-116 Norte.

O objetivo do protesto é a desapropriação de terras da antiga empresa Alimba para a implantação de moradias populares. A pista já foi liberada.

A BR-116 Norte sentido Feira de Santana – Serrinha foi interditada na manhã desta segunda-feira (6) por manifestantes do Movimento dos Sem-Teto. A ação resultou em um grande congestionamento de carros.

O objetivo do protesto, segundo Jamile Silva Araújo, integrante do movimento, é a desapropriação de terras da antiga empresa Alimba para a implantação de moradias populares. O local está ocupado por 87 famílias há mais de 30 dias.

“Estamos tentando nos reunir com o prefeito Tarcízio Pimenta, já fizemos manifestação no centro da cidade e não conseguimos”, disse.

Os integrantes utilizaram pneus para bloquear a pista, além de bandeiras de protesto. As informações são do repórter Ed Santos do programa Acorda Cidade.

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[Vídeo] Greve dos professores das Universidades Estaduais da Bahia – 2011

Vídeo produzido pelo movimento grevista da UNEB, 27 de maio de 2011.

[MSTB] Ocupação da Fábrica da Alimba

movimento_sem_teto_alt_bahia_moradia O Movimento Sem Teto da Bahia (MSTB) ocupa desde o último dia 23 de abril, o local onde existiu a fábrica de laticínios da Alimba, às margens da BR 116 norte próximo à UEFS, fechada desde 1990 por motivo de falência.

De acordo com um dos ocupantes o Joquielson Batista, esse é um movimento que existe em Salvador desde 2003, e essa é a primeira ocupação em Feira de Santana, que já reúne aproximadamente 87 famílias, e 400 pessoas as quais não tem onde morar, entoando o lema: Organizar, ocupar e resistir. Para pressionar o Governo do Estado a se posicionar diante de tais famílias. “Reivindicamos moradia digna como a Constituição Federal prevê e o Estado nega, então a gente ocupa para pressionar o Estado, e garantir a moradia das famílias.” Explica Joquielson.

E ele continua dizendo logo após a ocupação chegou uma pessoa se identificando como advogado do proprietário, portando uma ata de reintegração de posse referente a uma ocupação passada realizada há um ano por outros grupos de outro movimento, mas não trouxe nada que pudesse representar uma ação legalmente reconhecida relativa à ocupação atual.

A Constituição Federal no artigo 6° traz o seguinte texto:

“São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados na forma desta Constituição. (Emenda Constitucional n° 26/2000).”

O ocupante aborda mais um fator agravante para que se chegue a essa situação que é a cidade está em sua maioria loteada e sob responsabilidade de construtoras em construção de condomínios fechados, o que inviabiliza o acesso por pessoas em situação de desfavorecimento social. “A gente se organiza no sentido de pautar a moradia digna de fato e de interesse social… A cidade está loteada entre as pessoas que podem pagar e as pessoas que não podem? De que forma o Estado vai se posicionar?” Questiona, Joquielson Santos.

movimento_sem_teto_alt_bahia_moradia_5 As famílias que ocupam o local estão em condições precárias necessitando de ajuda da sociedade civil como é o caso de D. Atamira de Jesus que abanava uma panela assentada num fogão improvisado à lenha a fim de alimentar os quatro filhos pequenos que tem.

Segundo D. Atamira ela foi para a área por não ter onde morar, pois onde morava anteriormente era na casa dos avós, mas em virtude da quantidade de filhos que possui era alvo de brigas constantes com uma irmã mais velha. “Morar no que é dos outros não presta aí eu vim ver aqui um barraco pra eu morar… eu tinha 2 real fui e comprei de comida pra meus filhos, meu marido saiu do trabalho e eu to aqui pelejando, pra ver se eu venço mais todos filhos de Deus que tá aqui nessa despundura.” explicou emocionada.

Nas ruínas da antiga fábrica podem ser observadas situações de risco tais como: cacos de telhas de Eternit quebradas, as quais segundo o próprio fabricante possuem um elemento químico chamado amianto que pode causar câncer, como também tanques abandonados que acumularam águas das chuvas aumentando o risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre amarela e da febre chikungunya. Sem esquecer das paredes que embora pareçam fortes podem cair, e uma estrutura de ferro que a ação do tempo também destrói.

Os ocupantes solicitam ainda a assistência da secretaria de saúde do município, e o centro de zoonoses para verificar os focos de dengue e ao poder público municipal que também possa tomar as providencias cabíveis para garantir o mínimo necessário de condições para as pessoas.

Fonte: Terra de Lucas

[MST] Atividade de 2 anos do Acampamento Estrela Vive – Fazenda do Mocó

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[Vídeo] Carta a Mãe África

Carta A Mãe África from rafael bessa on Vimeo.

Documentário sobre a questão racial no Brasil a partir da letra da música "Carta A Mãe África" do rapper brasiliense GOG.

[Vídeo] Maio, Nosso Maio

Maio, Nosso Maio from estúdio|gunga on Vimeo.

Feita com Software Livre e em um processo coletivo, a animação "Maio Nosso Maio" apresenta de forma leve e compromissada uma leitura histórica que resgata o sentido original do Dia dos Trabalhadores.

Jornada de Lutas: movimentos ocupam Secretaria de Agricultura [BA]

491105 Cerca de 1500 integrantes do Movimento dos trabalhadores Acampados, Assentados e Quilombolas da Bahia (CETA), da Pastoral Rural de Paulo Afonso e do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) ocupam desde a madrugada da segunda-feira 09/05/11, em Salvador, a sede da Secretaria de Irrigação, Agricultura e Reforma Agrária (Seagri). A mobilização faz parte de uma Jornada de Lutas que os movimentos definiram para denunciar o descaso dos governos estadual e federal para com a reforma agrária.

Depois de 11 dias acampados na Seagri, os trabalhadores rurais assentados, acampados, agricultores familiares, desempregados e quilombolas ocuparam ontem 18/05 pela manhã a frente da governadoria do estado em protesto contra a falta de respostas às suas reivindicações.

Duas horas após o inicio os protestos, foram recebidos pelo secretário de relações institucionais Paulo César Lisboa e o chefe da Casa Militar do governo, Coronel Rivaldo Ribeiro dos Santos, que se comprometeram a dar uma resposta às reinvidicações.

Mesmo após a negociação, os movimentos não dispensaram a exigência de apresentar suas reivindicações diretamente ao governador Jacques Wagner e decidiram ficar acampados na Seagri. Os movimentos consideram fundamental falar diretamente com o governador e apresentar as reivindicações que consideram mais importantes nessa mobilização. Após negociações os movimentos conseguiram marcar audiência hoje (19/05) às 16:30 com o governador.

– um reposicionamento do Governo da Bahia no sentido de priorizar, política e orçamentariamente, o desenvolvimento das comunidades camponesas e não, ao contrário, um desenvolvimento rural focado na mineração e nas exportações do agronegócio;

– retomar as terras públicas e apoiar às desapropriações de terras privadas para assentar as famílias acampadas do Estado;

– apoiar decididamente a regularização dos territórios quilombolas, extrativistas e fundos de pasto, e tomar medidas que coíbam a grilagem das terras que ocupam há gerações.

Links: Centro de Estudos e Ação Social – Em Jornada de Lutas, Movimentos ocupam Seagri durante uma semana | Centro de Estudos e Ação Social – Movimentos protestam em frente à governadoria para que suas pautas sejam ouvidas

Fonte: Centro de Mídia Independente


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