Archive for the 'memória' Category

Voltei e estou armado

ethiopian-patriot

Guerrilheiros etíopes, que resistiram à invasão italiana nos anos 1930.

Estou armado, talvez seja preso por porte ilegal de inteligência, e passe a vida inteira em prisão aberta, pagando uma grande pena e vendo um país ir pro buraco.
Minha pena seria notar a empresária que gasta vários salários mínimos com seu lindo cachorro, mas quando a diarista quer subir 10 reais na faxina, reclama, fala da situação do pais, que se ela não quiser ficar, vai ter fila pra substituir.
Talvez eu tenha que fazer comparação, como pensar que no Egito acharam indícios que pra construir as pirâmides, os construtores ganhavam cerveja como pagamento, o que mudou vendo os trabalhadores lotando os bares depois que chegam do serviço?
Bispa esconde dinheiro dentro da bíblia mas pro fiel cego e louco por alguma salvação tudo passa batido e é explicado, ela é inocente, quem acusa é o diabo.
Carnaval tem como tema a cultura portuguesa, os descendentes de índios se vestem para homenagear o seu algoz.
Vivo correndo esse risco, e me torno testemunha do sofrimento alheio, nada explica a falta de um grupo guerrilheiro que vai para o senado e explode tudo, nada explica a cabeça baixa, a humilhação diária aceita por todos, a espera pela copa do mundo, o novo capítulo da ilusão televisiva.
Sou candidato a escrever o futuro manual prático para libertação, a solução é criar célula terrorista e estudar o porque, mesmo depois de tanto tapa na cara, o povo está risonho e otimista.
Não? Sou radical? Então quando ver o jornal com um P.M. estraçalhando criança na favela, muda de canal e procura algo que fala de ioga e budismo, procura a sua paz espiritual, enquanto o menino continua tentando entender o que fala a professora, não sabendo que no senado aprovam projeto para que ele seja preso ainda no berço.
A solução é todos estudarmos química, aprender a fazer bomba e mostrar o nosso verdadeiro lado homicida?
Talvez não, mas até quando a submissão?

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Do livro Cronista de Um Tempo Ruimde Ferréz.

30 anos sem Robert Nesta Marley

hard rock marleyRobert Nesta Marley [6 de fevereiro de 1945 – 11 de maio de 1981]. Rasta é Amor. Em homenagem ao Rei. Jah Bless!

Redemption Song: há uma história por trás de cada canção [criada pela Young & Rubicam para Hard Rock Café].

[Vídeo] Carta a Mãe África

Carta A Mãe África from rafael bessa on Vimeo.

Documentário sobre a questão racial no Brasil a partir da letra da música "Carta A Mãe África" do rapper brasiliense GOG.

[Vídeo] Maio, Nosso Maio

Maio, Nosso Maio from estúdio|gunga on Vimeo.

Feita com Software Livre e em um processo coletivo, a animação "Maio Nosso Maio" apresenta de forma leve e compromissada uma leitura histórica que resgata o sentido original do Dia dos Trabalhadores.

[Vídeo] 2 anos do Acampamento Estrela Vive na Fazenda do Mocó – MST

Imagens e edição por André Vilas Boas e Kríscia Argolo.

[TV Olhos D’Água] Lucas da Feira: história de resistência

Fonte: tvolhosdagua.uefs.br

Sem perdão: 46 anos do golpe fascista!

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Intervenção urbana da Resistência Popular, abril de 2010.

Há 46 anos, em 1° de abril de 1964, era instaurado através de um golpe civil-militar fascista o regime de terrorismo de Estado no Brasil. A Ditadura Militar, que durou cerca de 20 anos e adotou as torturas, os sequestros e os assassinatos como práticas institucionais. A abertura dos arquivos da Ditadura Militar e a punição dos torturadores, ainda são dívidas da “democracia pirata” que existe no Brasil e de um Estado que ainda pratica a tortura.

A mídia burguesa, que hoje se apresenta como paladina da “democracia” e da “liberdade de expressão” trazia as seguintes manchetes sobre o golpe fascista de 1° de abril de 1964:

“Fugiu Goulart e a democracia está sendo restaurada (…), atendendo aos anseios nacionais de paz, tranqüilidade e progresso (…). As Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a nação na integridade de seus direitos, livrando-a do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal." O Globo, 2 de abril de 1964.

“Desde ontem se instalou no país a verdadeira legalidade(…). Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas.” Jornal do Brasil, 1º de abril de 1964.

Como sempre, eles foram “imparciais”.

Veja mais imagens no albúm Centro do Povo.


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